GOLPE MILITAR EM HONDURAS EM 2009
O chamado golpe militar em Honduras em 2009 é um evento em desenvolvimento desencadeado quando o Exército, sob ordens dos Poderes Judiciário e Legislativo, e ao abrigo do artigo 239 da Constituição hondurenha, depôs o presidente Manuel Zelaya na manhã de 28 de junho de 2009.
Zelaya foi preso em sua residência em Tegucigalpa e detido em uma base aérea nas imediações da cidade. Logo em seguida, foi expulso do país, sendo enviado a San José, Costa Rica.
A prisão de Zelaya ocorreu cerca de uma hora antes de serem abertas as urnas para uma consulta popular não vinculativa e não autorizada pelo Poder Legislativo sobre um referendo que pedia ao Congresso a convocação de uma Assembleia Constituinte para o país; mais tarde, a Corte Suprema de Justiça declarou ter ordenado a deposição do presidente.
A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, por aclamação, uma resolução que condena o golpe de estado[4] e o próprio assessor jurídico do exército, o coronel Herberth Bayardo, confirma que teria sido quebrada a legalidade.
Após a aprovação no Congresso de uma suposta carta de renúncia de Zelaya, cuja autenticidade é contestada, Roberto Micheletti, também membro do Partido Liberal de Zelaya, foi eleito pelo Congresso Nacional na tarde de 28 de junho para presidir a nação até as eleições de 29 de novembro. Durante sua posse, Micheletti foi recebido com aplausos pelos outros parlamentares ao denunciar as "repetidas violações da Constituição" do governo de Zelaya. O golpe acabou por fazer com que Honduras fosse suspensa da Organização dos Estados Americanos (OEA) no dia 5 de julho por 33 votos de 34 possíveis.
O cardeal católico Óscar Rodríguez Maradiaga, considerado progressista no seio da Igreja, atual arcebispo de Tegucigalpa, afirmou que o plano de Zelaya era se perpetuar no poder e instalar uma ditadura nos moldes de Hugo Chávez. Dom Rodríguez Maradiaga foi professor do presidente deposto e tinha estreitos laços de convivência com ele.
Fonte: wikipedia (para reflexão)
Deputados brasileiros se encontram com Zelaya em Honduras
01/10 - 20:38 , atualizada às 22:51 01/10 - Sarah Barros, repórter em Brasília
TEGUCIGALPA - Os deputados brasileiros que integram uma comitiva a Honduras se encontraram nesta quinta-feira com o presidente deposto do país, Manuel Zelaya. A reunião aconteceu na embaixada do Brasil na capital Tegucigalpa, onde Zelaya se encontra há mais de uma semana.
Segundo o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), coordenador da missão parlamentar brasileira, Zelaya falou sobre o risco de as eleições hondurenhas, marcadas para novembro, não acontecerem. "Ele diz se em duas semanas não se resolver o impasse, o povo não aceitará as eleições", relatou Jungmann.
Reuters
Zelaya se encontra com Raul Jungman, Jeanete Pieta e Mauricio Rands
Antes da reunião com Zelaya, os deputados se encontraram com o presidente da Suprema Corte de Honduras, Jorge Rivera, que assegurou a segurança da embaixada brasileira.
"A Corte Suprema garantiu a integridade da embaixada e dos brasileiros residentes em Honduras, inclusive dos seus diplomatas. Ele foi enfático, chamou a responsabilidade para si e disse que não vai existir qualquer possibilidade de invasão", esclareceu Jungmann. A estimativa da comitiva é de que aproximadamente 500 brasileiros vivam no país.
Todos os ministros da Corte participaram do encontro e ouviram manifestações para que o conflito seja resolvido de maneira pacífica. Os deputados reforçaram aos ministros da Corte que o governo brasileiro discorda de manifestações políticas realizadas por Zelaya de dentro da embaixada.
Direitos Humanos
Os deputados também tiveram um encontro com o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) de Honduras, Custódio Cruz, que reiterou apoio contra a suspensão dos direitos diplomáticos da embaixada brasileira no país.
Segundo Cruz, a comissão estaria disposta a entrar com uma petição no Congresso hondurenho para impedir a aplicação da medida caso fosse adotada pelo governo de Roberto Micheletti.
O deputado Raul Jungmann reforçou que a Comissão de Direitos Humanos foi criada pela ONU, é eleita pelo Congresso local, tem mandato de seis anos e é independente.
Em reunião com representantes do Parlamento hondurenho, os deputados voltaram a discutiram o ultimato que Micheletti havia dado ao Brasil, para que definisse a condição de Zelaya na embaixada brasileira: se ele seria asilado ou entregue ao governo instalado.
O presidente do Parlamento, José Alfredo Saavedra, se dispôs a atuar em caso de suspensão dos direitos diplomáticos da embaixada brasileira. "Essa decisão abrirá um bom espaço para um diálogo que leve a resolução da crise em Honduras", avaliou Jungmann. Nesta quinta-feira, Micheletti voltou atrás no ultimato.
Os parlamentares brasileiros saíram do Brasil na quarta-feira, argumentando que não pretendem intermediar uma solução para a disputa entre o atual presidente, Roberto Micheletti, e o governante deposto, Manuel Zelaya, que está abrigado na embaixada do Brasil em Honduras.
Honduras viveu hoje um dia de relativa tranquilidade em comparação a ontem, quando os militares e a Polícia desalojaram seguidores de Zelaya do Instituto Nacional Agrário e das cercanias da rádio "Globo", fechada na segunda-feira por um decreto que suspende as garantias constitucionais por 45 dias.
Nesta quinta-feira, quase 500 simpatizantes de Zelaya se concentraram em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Tegucigalpa para protestar e exigir o retorno ao poder do presidente deposto, sem registro de incidentes, apesar da continuação do estado de sítio no país em virtude de um decreto do Governo de fato.
O dirigente camponês Rafael Alegria declarou à Efe que "houve menos gente" hoje na manifestação porque foram convocados protestos "em dois lugares".
Segundo Alegria, os seguidores de Zelaya também se reuniam em frente ao canal de televisão "36 Cholusat Sul", que continua fechado, enquanto a rádio "Globo" faz suas transmissões clandestinamente pela internet.
* Com informações da agência Efe
Comentário do blog:
LULA E CHAVES tem participação arquitetada anteriormente nisto? Isto é parte de um plano da America Latina para instaurar um movimento de ultra-esquerda na America Latina? Ou essa situação faz parte de um plano para desmoralizar os presidentes atuantes de esquerda da America do Sul? Deixe aqui sua opinião.
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Um comentário:
Vc faz engenharia?
Vi que faz monografia, alias vi não li...
rsssssssss
que curso fz claúdio???
bjos da cibele
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